domingo, 23 de agosto de 2026

 


Após mais de uma década longe dos gramados, astro brasileiro desembarca na Itália para reforçar o Ravenna - Foto:

Ronaldinho Gaúcho está de volta aos gramados. Aos 46 anos, o ex-melhor do mundo acertou seu retorno ao futebol profissional após mais de uma década e desembarcou nesta quinta-feira (20) na Itália para se juntar ao Ravenna, clube que disputa a terceira divisão do Campeonato Italiano. A contratação do "Bruxo" integra um ambicioso projeto de expansão idealizado pelo empresário Ignazio Cipriani, que assumiu o controle do Ravenna em 2024. Cipriani, em entrevista à agência Reuters, afirmou que a presença de Ronaldinho deve proporcionar uma visibilidade inédita ao clube e ajudá-lo a chegar à elite do futebol italiano. A amizade com o empresário e a identificação com o projeto esportivo foram decisivas para o acordo. Ronaldinho aceitou o desafio com o objetivo de contribuir para o crescimento do Ravenna e inspirar novas gerações de jogadores na Itália. Detalhes do contrato e expectativas O contrato também prevê a participação de Ronaldinho em diversas campanhas publicitárias, eventos internacionais e ações de marketing para o clube. A diretoria planeja inscrever o brasileiro na competição, com a expectativa de que ele dispute partidas oficiais e possa, quem sabe, encerrar a carreira com um último gol profissional. A carreira de Ronaldinho Gaúcho Ronaldinho não atua oficialmente desde 2015, quando deixou o Fluminense. Ao longo de sua vitoriosa carreira, o ex-meia foi eleito duas vezes o melhor jogador do mundo pela Fifa e conquistou a Copa do Mundo de 2002 com a Seleção Brasileira, marcando seu nome na história do futebol.

 TJRO lança manual prático de segurança em IA para prevenir riscos de prompt injection nos sistemas judiciais.

Magistrados, servidores e advogados que utilizam ou lidam com sistemas de inteligência artificial no âmbito do Poder Judiciário já contam com uma nova ferramenta para ampliar a segurança no uso da tecnologia. O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) disponibiliza o Manual Prático de Segurança de IA – Prevenção e Controle de Prompt Injection em Sistemas Judiciais, publicação elaborada pelo Comitê de Governança em Inteligência Artificial (CGIA) para orientar sobre riscos e boas práticas relacionados à utilização da IA no ambiente judicial.

O material tem como base a Nota Técnica nº 02/2025-CGIA/TJRO e apresenta, em linguagem didática e com orientações práticas, uma das principais ameaças à segurança de sistemas de inteligência artificial: o prompt injection. A técnica consiste na inserção de comandos em documentos ou outros conteúdos destinados à análise por sistemas de IA, com o objetivo de alterar seu comportamento e comprometer os resultados produzidos. Essas instruções podem estar ocultas em petições, arquivos PDF, metadados, imagens e outros elementos submetidos ao processamento automatizado. A publicação reforça que os mecanismos tecnológicos de proteção não substituem a atenção e a responsabilidade humana. No TJRO, sistemas institucionais contam com mecanismos de detecção de manipulação, e o AssessorIA analisa o contexto e pode bloquear o processamento quando identifica uma tentativa de ataque. Ainda assim, o manual destaca que nenhum filtro é perfeito e que a supervisão humana permanece como uma importante barreira de segurança. Entre as regras obrigatórias destacadas pelo documento está a necessidade de revisão humana de toda análise produzida por IA. Nenhum resultado gerado pela tecnologia pode produzir efeitos no processo sem que uma pessoa o confirme. O manual também estabelece que a IA pode sugerir, agrupar ou ordenar informações, mas a decisão deve permanecer sob responsabilidade humana.

 Objetivo é proteger população vulnerável das apostas online - Foto: © Antônio Cruz/ Agência Brasil

Mais de 3 milhões de beneficiários de programas sociais federais, como o Bolsa Família, já foram impedidos de abrir ou manter contas em sites autorizados a explorar, no Brasil, as apostas de quota fixa, as chamadas bets. Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Presidência da República, o bloqueio se tornou possível graças a uma funcionalidade do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), implementada em outubro de 2025. Entre os impedidos, estão beneficiários dos seguintes programas: Bolsa Família; Benefício de Prestação Continuada (BPC); Fundo de Financiamento Infantil (Fies); programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil. O Módulo Impedidos foi desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), atendendo a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em novembro de 2024, o STF determinou que o governo federal adotasse medidas para impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas on-line, para evitar "impactos negativos sobre o orçamento das famílias e a saúde mental, especialmente de pessoas em situação de vulnerabilidade". O Sigap é uma plataforma tecnológica que permite a regulação, o monitoramento e a fiscalização do mercado de apostas no país. Capaz de processar cerca de 500 milhões de registros diários, o sistema já acumula mais de 5 milhões de arquivos operacionais em sua base de dados. Segundo a Secom, é a partir das informações reunidas pelo Sigap que as empresas licenciadas identificam os usuários impedidos de se cadastrar ou de manter uma conta já cadastrada nas plataformas de apostas. A verificação automática é feita em tempo real, no âmbito do Módulo Impedidos, por cruzamento entre o CPF e outras informações fornecidas pelo usuário. Quando o impedimento é identificado em conta já existente, a plataforma tem até três dias para encerrá-la e devolver ao usuário todo o saldo disponível. A decisão de negar cadastro ou encerrar conta é da própria operadora. Não há intervenção manual nesse processo e o bloqueio não gera nenhuma outra penalidade ao usuário ou às empresas.

  


Relator será o senador Omar Aziz (PSD-AM) - Foto: Divulgação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a proposta de emenda à Constituição PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O relator da matéria na CCJ será o senador Omar Aziz (PSD-AM). Na semana passada, Alcolumbre havia sinalizado que iria destravar o andamento da proposta na Casa após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A PEC do fim da escala foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio, e reduz a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais. A PEC estabelece ainda dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. PEC da Segurança Pública A PEC da Segurança Pública (18/2025) também foi enviada para a CCJ do Senado. O texto ficará sob a relatoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE). Aprovada pelos deputados federais em março, a PEC reorganiza o sistema de segurança pública no país, como a destinação parcial da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário. As duas PECs precisam ser aprovadas na comissão. Depois, serão encaminhadas ao Plenário, necessitando do aval de 49 senadores, no mínimo, em dois turnos. Em seguida, é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional. Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

 Estado, Município e entidade responsável pela atual gestão deverão apresentar documentos, esclarecimentos e um cronograma detalhado para organizar a transição, manter medicamentos, insumos e profissionais

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) acompanha a transição da gestão do Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira, em Vilhena, para preservar a continuidade dos atendimentos, a manutenção das equipes e o funcionamento dos serviços essenciais à população.

A atuação estabelece prazos e responsabilidades para reduzir riscos durante a mudança administrativa e evitar que dificuldades financeiras ou de gestão comprometam a assistência prestada pela unidade.

As medidas estão previstas na Decisão Monocrática nº 0161/2026-GCJVA, proferida pelo conselheiro Jailson Viana de Almeida no Processo nº 1.830/2026. Estado, Município e entidade responsável pela atual gestão deverão apresentar documentos, esclarecimentos e um cronograma detalhado para organizar a transição, manter medicamentos, insumos e profissionais e preservar a capacidade de atendimento do hospital. ATENDIMENTO PRECISA CONTINUAR O acompanhamento foi intensificado após a identificação de riscos relacionados à substituição da entidade responsável pela administração do hospital. Entre os pontos registrados estão atrasos nos pagamentos médicos referentes aos meses de maio e junho de 2026, passivo financeiro estimado em R$ 18 milhões e dificuldades de acesso a informações necessárias ao planejamento da transição. Também foi relatado risco de paralisação dos atendimentos eletivos e não urgentes. Diante desse cenário, a decisão prioriza a proteção dos usuários dos serviços de saúde, para que questões administrativas e financeiras não resultem na suspensão de consultas, procedimentos ou outros serviços hospitalares. O Município de Vilhena e a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes deverão prestar esclarecimentos sobre a origem e a composição do passivo, a regularização dos pagamentos médicos e as dificuldades de acesso aos dados relatadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). TRANSIÇÃO COM PRAZOS E RESPONSABILIDADES A Sesau deverá apresentar um cronograma com duração máxima de 60 dias, compreendendo o período de 11 de agosto a 13 de outubro de 2026. O documento deverá detalhar as etapas da transição, as responsabilidades de cada instituição, as datas previstas para a assunção da gestão e as medidas relacionadas ao novo chamamento público. Também deverão ser informadas as providências destinadas ao restabelecimento da regulação hospitalar, incluindo a disponibilização do quantitativo de leitos à Central de Regulação de Urgência e Emergência. A decisão determina ainda que sejam preservados, durante todo o processo, os contratos, os serviços, os medicamentos, os insumos, os profissionais e os demais recursos indispensáveis ao funcionamento do hospital. A medida busca reduzir riscos de desabastecimento, diminuição da capacidade assistencial ou interrupção do atendimento. ACOMPANHAMENTO DIRETO DOS SERVIÇOS O TCE-RO acompanhará a execução do cronograma e o cumprimento das medidas assistenciais pactuadas. Eventuais riscos relacionados ao abastecimento, à manutenção das equipes ou à continuidade dos serviços deverão ser comunicados imediatamente ao relator. O acompanhamento permitirá verificar, ao longo da transição, se as providências estão sendo efetivamente implementadas e se os atendimentos permanecem disponíveis à população. Dessa forma, o controle externo atua para transformar planejamento, prazos e responsabilidades em segurança para os pacientes e continuidade dos serviços de saúde.
O não cumprimento injustificado das determinações poderá resultar na aplicação de multa e em outras medidas previstas na legislação.

 Operação da PM em Nova Califórnia recaptura três fugitivos do PCC - Foto: Reprodução

Três dos quatro criminosos que fugiram da Delegacia de Extrema na quinta-feira (20) foram recapturados na manhã deste sábado (22), durante uma operação da PM no distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho. Entre eles estão Ivaldo Simeão Pereira, conhecido como “Zoi de Goiás”, e Tiago de Souza Oliveira.

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Militar, os três são apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e estavam envolvidos em uma ocorrência de roubo seguido de sequestro um dia antes das prisões. O terceiro recapturado, que não teve o nome divulgado pela PM, entrou em confronto com os policiais e foi baleado no abdômen. Durante a operação, os policiais também prenderam um homem apontado como responsável por dar apoio aos fugitivos e auxiliar em um possível resgate. Um veículo que seria utilizado nessa ação foi apreendido. Fuga foi na quinta-feira Os quatro haviam escapado da Delegacia de Extrema por volta das 6 horas de quinta-feira (20). Um vídeo mostrou o momento em que eles pulavam o muro da unidade policial e corriam para longe do local. Além de Ivaldo e Tiago, também haviam fugido Daniel Jhonatan Pinheiro Barros e Juliano Leite de Souza Brasil. Ivaldo, apontado como liderança do PCC, já estava foragido do sistema prisional antes de ser preso pelo sequestro. Tiago e Daniel também estavam nessa situação. Juliano havia sido preso em cumprimento de mandado de prisão e tinha pena de aproximadamente 68 anos. Grupo havia sido preso no dia anterior Os quatro haviam sido presos na quarta-feira durante uma operação que chegou até um hotel em Extrema. As prisões tiveram relação com informações obtidas após um roubo registrado na região de Vista Alegre do Abunã. Na operação, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, um carregador com 18 munições e dois veículos relacionados ao crime.
Participaram da recaptura policiais do Batalhão de Polícia de Fronteira e Divisas (BPFRON), NI do BPTAR, PATAMO do 6º BPM, BPCHOQUE, NI do 9º BPM, NI do 5º BPM, AI/CRPI, radiopatrulhas de Extrema e Nova Califórnia, pertencentes ao 9º BPM, além da Polícia Civil.

  

Decisão reconhece modelo familiar tradicional de comunidade indígena e garante o registro civil com multiparentalidade - Foto: Reprodução

A Justiça de Rondônia autorizou que um bebê indígena seja registrado oficialmente com três pais em sua certidão de nascimento. A decisão, considerada inédita no estado, reconhece a multiparentalidade dentro de uma estrutura familiar tradicional de uma comunidade indígena. O caso envolve um casal e um terceiro homem que, conforme os costumes da etnia, compartilham de forma legítima a paternidade e a criação da criança. Ao analisar o pedido, a Justiça entendeu que o reconhecimento atende ao melhor interesse do bebê e respeita a organização social e cultural do povo indígena. Com a decisão, os três pais passam a constar legalmente no registro civil, assegurando à criança os mesmos direitos familiares, sucessórios e de filiação previstos na legislação brasileira. O processo tramita sob sigilo para preservar a identidade da família e da comunidade envolvida.